
poemas e textos sobre tudo e nada
Quinta, 26 de Junho de 2008
Acordar
O sol nasce pela janela aberta
Raios dourados invadem o quarto
Procurando, àvidos, os grãos de poeira
Que à colcha dourada darão o parto
E é contra essa luminosa manhã
Que encontro o teu sorriso, cabelo e rosto
Em que saboreio o calor do teu corpo
Como um bom vinho: pouco a pouco e com gosto
26/6/2008 - 21h27
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21:27] |
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Sexta, 30 de Maio de 2008
Movimento
Cabelo esvoaçando pelo pescoço,
Ladeando a cara, escorrendo,
Marcando, no leve gesto, o esboço
De quem, com enleio, vai prendendo
E os olhos grandes sorriem com a vida
Que os lábios beijam a cada momento
E as bochechas ligam toda a cara
Quem sabe, escapando do sentimento
E são os gestos naturais ou controlados?
Cada qual demonstra a sua perfeição
Haverá momentos claros, inesperados,
Onde não sobra nada mais que o coração?
30/5/2008 - 1h08
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Quinta, 03 de Janeiro de 2008
Teclado
Santas teclas espalhadas,
Belas letras amontoadas,
Para em qualquer lado escrever.
Será que ideias aladas,
Muitas vezes escapadas,
Possam assim se reter.
3/1/2008 - 20h30
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Sábado, 22 de Dezembro de 2007
Olhos inconstantes
Globos coloridos numa fuga fugaz
Indicando um contacto quase capaz
De iluminar o sonho num instante
Ao criar uma relação inconstante
De um passo em frente por cada dois atrás
22/12/2007 - 1h16
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Notas
Notas loucas pela noite
De uma sanidade indelevel
Alegria registada
Devidamente guardada
Em albuns de outro nível
22/12/2007 - 00h04
[Catacumbas Jazz Bar]
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Sexta, 21 de Dezembro de 2007
Segundos
És a soma de todo o teu passado
És a promessa de todo o teu futuro
Mas és apenas no presente
E o teu eu de há dois segundos
Que começou a escrevinhar estas linhas
Não é o mesmo que agora as escreve
Nem aquele que daqui a pouco as acabará
Quantos mais de ti vais perder
Enquanto foges da tua vida?
21/12/2007 - 23h40
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Cara
Cabelo ao vento ondulando na face de beleza investida
Olhos castanhos puxando a minha mente para uma nova vida
Nariz aquilino compondo uma cara de têmpera viva
Lábios definidos relembrando de beijos a saudade perdida
Mas a paixão foi diferente
Foi nas covas do rosto
Que ela apareceu
E num sorriso mantido
Por siso passado a riso
O coração aqueceu
E os desafios lançados
Não podem ser enumerados
A sua memória se perdeu
E com dedos entrelaçados
De um casal de enamorados
A solidão se desvaneceu
21/12/2007 - 22h32
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Paixão Suicida
Procurar uma alma gémea
Tarefa sempre adiada
Com pressa inusitada
Para quem se diz a procurar
Saem sonhos de relâmpago
Alojando-se no meu âmago
Convidando a falhar
E os suspiros são dados
Sendo depois repassados
No possível há-de vir
Esperanças em vão criadas
Expectativas desmesuradas
Para a realidade proibir
E um interior podre cai
E falta a força para o que vai
Pouco a pouco a surgir
E sem dor e luz separar
Vale a pena arriscar
Só para no fim submergir?
21/12/2007 - 17h30
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17:30] |
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Sábado, 08 de Dezembro de 2007
Futuros
De passados em tempos alentados
Novos sonhos estão a ser construídos
Parabéns aos loucos apaixonados
Que passem esta vida indivisos.
8/12/2007 - 23h38
[Parabéns à Paula e Eduardo.]
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Domingo, 11 de Novembro de 2007
Noite de Fuga
Em nau invertida sobre o seu dorso deitada
Expectante aguardava a multitude ansiosa
O real cumprimento da prometida presença
De quem os queria alegrar pela noite fora
Numa variante de loucura tornada irresistível
Surgem os contactos de quem espera possível
A fuga à néscia realidade do dia a dia
Tornada possível por quem viver ousaria
E ouvem-se notas a ribombar
De filas de caixas penduradas
Fazendo os corpos acordar
E as cabeças esperançadas
E do fundo das gargantas surge o grito esperançoso
De quem aguarda saudosamente o futuro que se aproxima
E a história vai passando, entre luzes animadas
Entre caras, entre vozes, em notícias passadas
E os seres do fantástico finalmente se aproximam
Com a espera e o tormento, finalmente terminam
Iluminando as mentes, os corpos que se agitam
Lançando no éter os sons que o real esvaziam
E a música invade, criando novos corpos
E o ritmo sentido dá-lhes o movimento
Enquanto a melodia ocupa toda a mente
Nada mais importa que aquele momento
E fogem com o suor, na humidade fechada
Preocupações diárias: seguem viagem alada
Sentimentos, dúvidas, tudo é corrido a eito
Pela turba saltitante que celebra o seu feito
E entre os corpos que se tocam
E os dedos que navegam
Os lábios que se encontram
Os beijos que se pespegam
Sentem-se os sonhos de quem vê o futuro sonhado
Mais uma vez no presente se tornarem realidade
E a emoção da alegria levada a êxtase alumiado
Mostrada em janelas de alma em plena impunidade
E o tempo vai passando, relembrando um sonho futuro
E as dúvidas voltam enquanto se volta ao escuro
Com o cansaço relembrando um tempo bem passado
Entre sonhos e loucuras docemente apreciado
11/11/2007 - 13h07
[Da Weasel no pavilhão atlântico]
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13:07] |
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