Diário de um poeta
poemas e textos sobre tudo e nada

Sex, 31 Dez 2004

Writing

Words copied from the heavens where they travel
Sentences built with the strength of emotions
Phrases matched by those who in the deeps dwell
Texts crafted to be much more than love potions

31/12/2004 - 23h09

[23:00] | 0 comentário(s)

Joana

Joelhos trémulos de pânico
Olhos de desprezo perante um manjar
Atenções de si afastadas
Num mundo onde a recusa é nova força
Antevê-se séria dificuldade

31/12/2004 - 22h

[22:00] | 0 comentário(s)

Ruídos

Ruídos estridentes que nos fazem pensar
Na estranha alegria que os foi originar

E com os pensamento interrompidos
Por berros em grupo exprimidos

Fica-se assim por saber
Que coisa poderá haver
Para além do som a temer

31/12/2004 - 21h45

[21:45] | 0 comentário(s)

Qui, 30 Dez 2004

Esperar

Imaginar
Desejar sem me preocupar com tino ou destino
Esperar por um futuro já passado e achado
Sentir
Integralmente o que nunca imaginei
Radiante pelo que nunca passei
Estou...

30/12/2004 - 9h51

[09:51] | 0 comentário(s)

Ter, 28 Dez 2004

Acordei

Acordei!
Mais um dia
Mais um momento
Mais um respirar

Expulsei
Pensamentos negros
Que criavam tormento
E me faziam afundar

Sonhei
Imagens fecundas
Que dão novo alento
Para a vida procurar

Encontrei
Novos pequenos nadas
Que num mundo cinzento
Nos fazem avançar

28/12/2004 - 13h30

[13:30] | 0 comentário(s)

Cavalheiro

Um monstro que esconde a cara
Habita em todos nós
É a face desfigurada
Que é nosso lado atroz

Feio não pelo seu aspecto
Às vezes bem escondido
Mas pelo seu acto abjecto
Que encontramos no caminho

E quando me encontro sozinho
E vejo o monstro por inteiro
Só me resta o que adivinho
Que tenha algo de cavalheiro

28/12/2004 - 00h53

[00:53] | 1 comentário(s)

Dom, 19 Dez 2004

Manhã

Manhã irrequieta
Sob os resquícios de sol
Que ele nos aceita dar

Vida submersa
Sob os efeitos de um tintol
Que alguém andou a martelar

Pensamento asceta
De alguém que se orgulha
De saber meditar

Doce esteta
Enquanto nas mãos borbulha
O desejo de pintar

Incansável atleta
Que persegue em si o fim
De a perfeição alcançar

Insondável poeta
Que escrevinha assim
Uma vida a imaginar

19/12/2004 - 9h44

[09:44] | 0 comentário(s)

Sáb, 18 Dez 2004

Ilusão

Que sonhos se escondem atrás de um rosto?
Quantos actos são cometido a contragosto?
Que almas se enxovalham no dia-a-dia?
Quantas máscaras escondem o que se sentia?

Num mundo onde a imagem se torna real
Deixa de se distinguir o bem do mal
Confunde-se prazer com felicidade
Enquanto se busca na mentira verdade

18/12/2004 - 21h12

[21:12] | 2 comentário(s)

Oração

Ao fundo oiço o mar sussurrante,
Por cima de mim nuvens alumiadas,
À minha frente, dunas errantes,
Atrás de mim vidas já passadas.

Converso com ondas, escuto o mar,
Que me diz com inegável clareza
Que nada o impede de andar
Que contem quer placidez quer beleza

E num compasso mais rápido que ternário
Os seus votos vai fazendo e renovando
De estar presente sempre no cenário
Enquanto tudo o resto for passando

Falo às nuvens mas elas não me respondem
Lá do alto na sua altivez
Continuam lá em cima e reluzem
A luz de quem não as fez

Despejo palavras e segredos bem guardados
Pensamentos que já não aguento sozinho
Sinto o alívio de raciocínios reordenados
Que me permitem retomar o meu caminho

Digo mais uma despedida aos seres etéreos
Que vejo com a minha imaginação
Que me ajudam a lidar com os assuntos térreos
Numa longa e pessoal oração

18/12/2004 - 20h48

[20:48] | 0 comentário(s)

Qui, 16 Dez 2004

No Topo do Mundo

Um passo dado
Mais arriscado
Do que faria naturalmente

Um chão pisado
Não escorregado
Onde me apoio seguramente

Um novo salto
Em sobressalto
Por não pensar em acertar

Uma paragem
Sentindo a aragem
Continuando a andar

Anda-se
Vence-se
Sonha-se como um cachopo

Olha-se
Para-se
Descobre-se o mundo no topo

16/12/2004 - 19h51

[19:51] | 0 comentário(s)

Qua, 15 Dez 2004

Inesperados

Dias e horas sem fim à vista
Segundos de uma vida já revista
Momentos que nos deixam cansados
E de um belo futuro desalentados

E é então que surgem, inesperados,
Momentos que nos permitem olvidar
Os tempos em que estamos traumatizados
Com o que a vida nos quer dar

Mel que faz, por um pouco, esquecer
Fel que acumulamos sem prazer
Lembrando-nos porque nos deve apetecer
Arriscar-nos cada dia a viver

15/12/2004 - 22h22

[22:22] | 2 comentário(s)

Seg, 13 Dez 2004

Luzes Apagadas

Lisboa apagou as suas luzes
Deixando à vista um céu enegrecido
Por nuvens escuras de tempo esquecido
Lembrando a cada um as suas cruzes

Lisboa apagou as suas luzes
Deixando ver o topo empobrecido
Por intempérides no tempo decorrido
Lembrando no caminho as várias urzes

Lisboa apagou as suas luzes
Deixando ver-se fria de madrugada
Por todos deixada assim pelada
Lembrando a vida a estas avestruzes

13/12/2004 - 08h37

[08:37] | 0 comentário(s)

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João Miguel Neves
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