Diário de um poeta
poemas e textos sobre tudo e nada

Dom, 11 Nov 2007

Noite de Fuga

Em nau invertida sobre o seu dorso deitada
Expectante aguardava a multitude ansiosa
O real cumprimento da prometida presença
De quem os queria alegrar pela noite fora

Numa variante de loucura tornada irresistível
Surgem os contactos de quem espera possível
A fuga à néscia realidade do dia a dia
Tornada possível por quem viver ousaria

E ouvem-se notas a ribombar
De filas de caixas penduradas
Fazendo os corpos acordar
E as cabeças esperançadas

E do fundo das gargantas surge o grito esperançoso
De quem aguarda saudosamente o futuro que se aproxima
E a história vai passando, entre luzes animadas
Entre caras, entre vozes, em notícias passadas

E os seres do fantástico finalmente se aproximam
Com a espera e o tormento, finalmente terminam
Iluminando as mentes, os corpos que se agitam
Lançando no éter os sons que o real esvaziam

E a música invade, criando novos corpos
E o ritmo sentido dá-lhes o movimento
Enquanto a melodia ocupa toda a mente
Nada mais importa que aquele momento

E fogem com o suor, na humidade fechada
Preocupações diárias: seguem viagem alada
Sentimentos, dúvidas, tudo é corrido a eito
Pela turba saltitante que celebra o seu feito

E entre os corpos que se tocam
E os dedos que navegam
Os lábios que se encontram
Os beijos que se pespegam

Sentem-se os sonhos de quem vê o futuro sonhado
Mais uma vez no presente se tornarem realidade
E a emoção da alegria levada a êxtase alumiado
Mostrada em janelas de alma em plena impunidade

E o tempo vai passando, relembrando um sonho futuro
E as dúvidas voltam enquanto se volta ao escuro
Com o cansaço relembrando um tempo bem passado
Entre sonhos e loucuras docemente apreciado

11/11/2007 - 13h07

[Da Weasel no pavilhão atlântico]

[13:07] | 0 comentário(s)

Sáb, 03 Nov 2007

Escritas

Palavras escritas escodendo o sentimento
Iludindo no caminho em que se transporta a mente
Insinuando felicidade num próximo futuro momento
Fechando no horror um final mais que contundente

E o leitor que não lê, nem sequer o que sente
Evita analisar muito o escrito pueril e demente
Que ousou desafias a prisão do canto negro da mente
Tornando uma simples história em algo deprimente

3/11/2007 - 20h55

[20:55] | 0 comentário(s)

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João Miguel Neves
Poeta e escritor
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