Segredos a cobrir a pele
Escondendo o que sou por dentro
Voz submissa que me sai da boca
Escondendo a alma que alimento
Gestos tímidos de quem tem medo
De assumir seu pensamento ledo
Olhares fugidios apanhados
Raramente bem interpretados
Sonhos que mais parecem assombrar
Desejos que desesperam o sonhar
Tropeços que impedem o desejar
Passos que só permitem o tropeçar
Mas o monstro não se esconde dentro
Será obrigado a sair
E a máscara que não sei que uso
Por falta de uso irá cair
E o riso sairá
De onde o medo se aloja
E a recordação do passado
Que o presente de hoje guia
Dará origem ao sorriso
De quem abraça o que temia
27/10/2007 - 20h33 - Londres

